segunda-feira, 25 de março de 2013

Assim como nos dias de Noé


"Pois assim como foi nos dias de Noé, também será a vinda do Filho do Homem. Porquanto, assim como nos dias anteriores ao dilúvio comiam e bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e não o receberam, senão quando veio o dilúvio e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do Homem." (Mateus, 24: 37-39).

Este espaço, de maneira humilde e simples, tem se dedicado a apresentar e discutir a esperança de todo verdadeiro cristão, qual seja, o retorno, com poder e grande glória, de nosso amado Senhor, Jesus Cristo.

Ele próprio, quando aqui esteve, abriu conversações sobre esse tema. No capítulo 24 do Evangelho de Mateus está relatada a conversa de Jesus com seus discípulos que lhe pedem: "Dize-nos quando sucederão estas coisas e que sinal haverá da tua vinda e da consumação do século." (Mateus, 24: 3).

Na verdade, Jesus não lhes indica somente um sinal, mas vários; entre eles sempre lembramos de guerras e rumores de guerras, fomes e doenças em todas as partes do mundo, terremotos, entre outros. Porém, um sinal que nos chama bastante atenção está relatado nos versos 37 a 39: "Pois assim como foi nos dias de Noé, também será a vinda do Filho do Homem. Porquanto, assim como nos dias anteriores ao dilúvio comiam e bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e não o receberam, senão quando veio o dilúvio e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do Homem." (Mateus, 24: 37-39).

Mas, então, como eram os dias de Noé? O que nos diz a Bíblia sobre aqueles longíquos e distantes dias? Quais as semelhanças entre o nosso tempo e o tempo antidiluviano?

Vejamos: "Viu o SENHOR que a maldade do homem se havia multiplicado na terra e que era continuamente mau todo desígnio do seu coração; então, se arrependeu o SENHOR de ter feito o homem na terra, e isso lhe pesou no coração. Disse o SENHOR: Farei desaparecer da face da terra o homem que criei, o homem e o animal, os répteis e as aves dos céus; porque me arrependo de os haver feito. Porém Noé achou graça diante do SENHOR. Eis a história de Noé. Noé era homem justo e íntegro entre os seus contemporâneos; Noé andava com Deus. Gerou três filhos: Sem, Cam e Jafé. A terra estava corrompida à vista de Deus e cheia deviolência. Viu Deus a terra, e eis que estava corrompida; porque todo ser vivente havia corrompido o seu caminho na terra. Então, disse Deus a Noé: Resolvi dar cabo de toda carne, porque a terra está cheia da violência dos homens; eis que os farei perecer juntamente com a terra." (Gênesis, 6: 5-13).

Nos tempos de Noé o homem havia se tornado sobremodo mau, corrompido e violento. Será que Jesus equivocou-se a comparar os últimos dias (que cremos estar vivendo neles) com os dias do patriarca da arca?

Não é necessário muita coisa para afirmarmos, de modo absoluto: NÃO, Jesus não se equivocou. Com os olhos num passado longíquo e ainda num futuro distante, Jesus pôde perceber gravíssimas semelhanças -graves, não só por envolver atitudes de violência e corrupção, mas graves pelo momento da história que vivemos.

Seria exagero afirmar que hoje, como naqueles tempos, o desígnio do coração do homem tende sempre para o mal? Diariamente nos deparamos com notícias as mais absurdas, envolvendo o aspecto da violência, que tem atingido níveis jamais imaginados. O próprio Brasil, há pouqíssimo tempo, assustou-se com o nível de violência de um jovem (também vítima da violência cotidiana) que adentrou uma escola de crianças e adolescentes, no Rio de Janeiro, e matou cerca de 12 alunos, a sangue frio e depois tirou a sua própria vida. Crimes como este, por aqui, eram só conhecidos por acontecer em terras distantes (EUA e Europa).

As notícias de corrupção e roubo tomam conta das páginas de nossos jornais e do tempo (caro, por sinal) e espaço dos telejornais; desvio de dinheiro público, falsificações, suborno, mentiras, tudo em nome de um enriquecimento fácil e rápido e à custa de muitas vidas. Também há pouquíssimos meses, em Belo Horizonte foi fechado um laboratório e presos seus proprietários e farmacêutico, por falsificarem medicações; estima-se que 4 mulheres faleceram em virtude desses medicamentos. O laboratório é, ainda, alvo de investigação em Roraima, acusado pela morte de 13 recém-nascidos.1

Tudo isso, para aquele estudante diligente da Palavra de Deus, é triste, mas não novidade, afinal, foi Jesus mesmo quem nos alertou: "E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor se esfriará de quase todos." (Mateus, 24: 12). Ou seja, outro sinal importante da proximidade da volta de Jesus e que está na base de todo o sofrimento causado pela violência e a corrupção do coração humano é, sem dúvida, a falta de amor. A vida nada mais vale, é descartável, as pessoas se tornaram descartáveis. Muitas vezes são apenas números em estatísticas frias e assombrosas de quantas pessoas estão na linha da miséria ou abaixo da linha da pobreza; de quantos assassinados por dia; de quantas mães abandonam seus recém-nascidos na sarjeta; de quantas mulheres agredidas ou violentadas; de quantas crianças e adolescentes sofrendo abusos dos próprios pais.

Além disso, Jesus alertou que as pessoas viveriam a sua vida sem perceberem os dias urgentes que vivemos e isso se mostra até mesmo entre o cristianismo prevalecente. O fato de Jesus estar às portas não nos deve impedir de criar nossos filhos, de realizarmos sonhos profissionais ou de casamentos, porém, essas coisas não nos devem impedir o preparo necessário para "receber" Jesus quando Ele aparecer nas nuvens dos céus. O momento é solene, não é momento de festas, de glutonarias e bebedices e os professos cristãos parecem que ainda não se aperceberam disso, vivem como se Jesus nunca fosse voltar. Atente bem para as palavras do apóstolo Paulo: "Ora, as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam. E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências. Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito." (Gálatas, 5: 19-21 e 24 e 25).2

Algumas centenas antes de Jesus fazer tal profecia, o profeta Daniel, cujas visões também giravam em torno da segunda vinda de Cristo, prognosticou: "Por sua astúcia nos seus empreendimentos, fará prosperar o engano, no seu coração se engrandecerá e destruirá a muitos que vivem despreocupadamente; levantar-se-á contra o Príncipe dos príncipes, mas será quebrado sem esforço de mãos humanas." (Daniel, 8: 25). Neste caso, Daniel alerta para o perigo que é viver despreocupadamente, uma vez que estamos em meio a um conflito milenar entre o bem e o mal e, aqueles que vivem desapercebidamente ou sem preocupação com os tempos em que estamos vivendo, infelizmente, encontrarão somente a ruína e a destruição.

Mas o Senhor é também misericórdia. Nos dias precedentes ao dilúvio, Noé achou graça diante do Senhor. Nesses últimos dias Ele também achará graça em muitos de nós. É necessário, porém, que tomemos uma posição ao lado de Cristo; é necessário não perder de vista o grande conflito no qual estamos inseridos e realizar as obras daquEle que como homem em tudo foi tentado, mas sem pecado (Hebreus, 4: 15); é necessário cumprir, em nossas vidas, a ordem do Mestre, de amar uns aos outros, de amarmos ao próximo como a nós mesmos; somos chamados para ser sal da terra e luz do mundo; com a permissão de Deus, arrisco-me em ir mais longe, devemos ser as últimas chamas do fogo do amor a arder nesse mundo de pecado, dor e violência; lembre-se, Jesus disse que o amor se esfriaria de QUASE TODOS, que estejamos entre aqueles cujo gelo do ódio e da indiferença não prevaleceram em suas vidas.

Deus abençoe a todos.

sexta-feira, 8 de março de 2013

O Tempo da Angústia


Ah! Que grande é aquele dia, e não há outro semelhante! É tempo de angústia para Jacó; ele, porém, será livre dela. Jeremias 30:7.
O caminho da libertação do pecado é a crucifixão do eu, e conflito com os poderes das trevas. Ninguém se desanime em vista das provas cruéis a serem enfrentadas no tempo da angústia de Jacó, que ainda se encontra em sua frente. Devem trabalhar diligentemente, ansiosamente, não para aquele tempo, mas para hoje. O que necessitamos é ter conhecimento da verdade como é em Cristo, agora, e agora uma experiência pessoal. Nestas preciosas horas de graça, temos uma experiência viva e profunda a adquirir. Formaremos assim um caráter que assegurará nosso livramento no tempo da angústia.
O tempo de angústia é o cadinho que produzirá caracteres à semelhança de Cristo. Designa-se a levar o povo de Deus a renunciar a Satanás e suas tentações. O último conflito revelar-lhes-á Satanás em seu verdadeiro caráter, o de um tirano cruel, e fará por eles o que coisa alguma poderia realizar erradicá-lo das afeições deles. Pois amar e nutrir o pecado, é amar e nutrir seu autor, aquele inimigo mortal de Cristo. Quando eles desculpam o pecado e se apegam à perversidade de caráter, dão a Satanás um lugar em suas afeições, e rendem-lhe homenagem.
Todo o Céu se acha interessado no homem, e lhe deseja a salvação. … Causa o maior assombro aos exércitos celestiais que tão poucos se importem com livrar-se da servidão das influências malignas, tão poucos estejam dispostos a exercitar todas as suas habilidades em harmonia com Cristo na grande obra de seu livramento. Caso pudessem os homens ver reveladas as atuações do grande enganador a fim de os manter em fel de amargura e laço de iniqüidade, quão fervorosos seriam eles em renunciar às obras das trevas, quão cautelosos em não ceder à tentação, quão cuidadosos em ver e afastar todo defeito que desfigura a imagem de Deus neles; como se apressariam para o lado de Jesus, e que ferventes súplicas ascenderiam ao Céu por mais calmo, íntimo e feliz andar com Deus.
Ellen G. White, Nossa Alta Vocação, pág. 319.
Fonte: SÉTIMO DIA

quarta-feira, 6 de março de 2013

Apocalipse 17 e a Renúncia do Papa - Pr. Ranieri Sales


Fonte: DIÁRIO DA PROFECIA

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

As Sete Últimas Pragas

Quando a vida perde o significado, nada realmente importa. Herman Kregel nos fala de um homem que foi contratado por um psicólogo para uma experiência. Ele foi levado ao quintal e lhe foi dado um machado.

– Está vendo aquele bloco de lenha ali?
– Sim – respondeu o homem, inclinando afirmativamente a cabeça.
– Quero que o senhor proceda como se estivesse cortando lenha, mas use as costas do machado em vez do gume. Eu lhe darei três dólares por hora.

O homem pensou que o psicólogo estava louco; mas o salário era tentador, e ele começou a trabalhar. Duas horas depois ele foi para casa. Quando o psicólogo chegou à porta, ele disse:

– Senhor, desisto do trabalho.
– Por quê? Achou pouco o salário? Posso aumentá-lo.
– Não, senhor, o pagamento é bom, mas quando eu corto lenha gosto de ver sair faísca.

Prezados amigos, a menos que o homem descubra sua inapreciável herança e encontre significado na vida, sua existência vale menos que o que menos valer na vida. Cedo ou tarde ele sofrerá uma derrocada nervosa, e exclamará que jamais devia ter nascido. Deus é o Autor da vida. Portanto a vida tem um significado desafiador somente quando o homem vive em harmonia com Deus. Mas sem Deus a vida é vazia e destituída de significado.

O real significado da vida só pode ser encontrado na Santa Palavra de Deus. As infalíveis profecias apontam o meio de se descobrir esse significado. O homem que segue o caminho indicado experimentará felicidade agora e confiança para o futuro, a despeito do fato de que o mundo está entrando no último ato de sua dramática história de pecado.

Temos visto que a história do mundo segue sem desvio o curso predito pela profecia divina milhares de anos antes. Neste ponto desejo dar ênfase de maneira especial a uma predição feita por nosso Senhor Jesus Cristo. Esta predição Ele a fez dois dias antes de Sua crucifixão, no ano 31 A. D., e se refere ao tempo que precederia o Seu aparecimento.

Leio S. Luc. 21:25-28 : “Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas; sobre a terra, angústia entre as nações em perplexidade por causa do bramido do mar e das ondas; haverá homens que desmaiarão de terror e pela expectativa das coisas que sobrevirão ao mundo; pois os poderes dos céus serão abalados. Então, se verá o Filho do Homem vindo numa nuvem, com poder e grande glória. Ora, ao começarem estas coisas a suceder, exultai e erguei a vossa cabeça; porque a vossa redenção se aproxima.”

Um sinal certo da segunda vinda de Cristo, quando Ele redimirá o mundo, seria a “angústia das nações.” O coração dos homens, por causa do bramido do mar e das ondas, desmaiaria de terror pelo que estaria acontecendo no mundo.

O bramido do mar seria um estado de terrível conturbação. Embora aqui se refira à comoção literal das águas, observai que a palavra “mar” tem também sentido simbólico, como você pode ver:

Apoc. 17:15 : “Então o anjo também me disse: — As águas que você viu, onde a prostituta está sentada, são nações, povos, raças e línguas.”

E noutro passo:

Isa. 57:20 e 21 : “Mas os perversos são como o mar agitado, que não se pode aquietar, cujas águas lançam de si lama e lodo. Para os perversos, diz o meu Deus, não há paz.”

Isto significa que em virtude da conduta ímpia de homens e nações, o mundo estaria em temor e desespero. Homens pensantes já vêem essas perplexidades de todos os lados – nossa frouxa moralidade, desprezo pela justiça, amor dos prazeres, ódio e incompreensão entre as nações, armas suicidas que podem exterminar toda a vida da Terra, e os insolúveis problemas que ameaçam a estabilidade de nossa economia, tornando possível a bancarrota.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Por que não é bom namorar em jugo desigual?

Aqueles que trabalham com aconselhamento para jovens e adolescentes já perceberam que existem algumas temáticas que estão ficando cada vez mais frequentes: estilos de música, depressão, masturbação, bebidas alcoólicas, divertimentos, sexo antes do casamento, entre outros.

Um desses “outros” temas muito discutido e, infelizmente, presente em grande parte de nossas congregações é o JUGO DESIGUAL, ou seja, o namoro, noivado ou casamento de um Adventista com um não-Adventista, apesar dos frequentes apelos e orientações enviadas às igrejas, através dos livros, revistas, lições e demais publicações voltadas ao público jovem. Parece que, em matéria de “coração”, não damos muita atenção ao “Assim diz o Senhor”. A água se mistura com o óleo? As leis naturais dizem que não!
É comum ouvirmos expressões do tipo:

“Na igreja não há bons rapazes para se namorar”.
“As meninas são muito inconstantes”.
“Meu(minha) namorado(a) não é Adventista, mas é mais cristão(ã) do que muitos Adventistas que conheço”.
“Já procurei mas não encontrei ninguém que me atraia na igreja”.
“Ele(a) é super compreensivo, e não me impede de viver a minha fé”.
“Eu tenho certeza que ele(a) se converterá futuramente”.
“Eu conheço um casal que casou em jugo desigual, mas depois ele(a) se converteu e hoje vivem felizes na igreja”.

E por ai vai…

Este tema é muito importante, pois é uma das maiores causas de apostasia entre os jovens Adventistas da atualidade. Portanto, é necessário que ele seja amplamente debatido e os jovens recebam o devido aconselhamento para que tenham relacionamentos saudáveis, duradouros e fundamentados na Palavra de Deus – nossa FONTE de fé e prática. Não basta apenas “disciplinar”, mas é importante que os jovens sejam constantemente orientados sobre o assunto, inclusive com a apresentação de testemunhos.

Em 2003, quando realizei um trabalho evangelístico na cidade de Maceió-AL, conheci uma jovem senhora que, na época, já fazia 22 anos que estava casada, e me falou que NUNCA havia sido feliz em seu casamento. O motivo? Jugo desigual…

Ela era uma jovem atuante na igreja, nascida em lar Adventista, mas que se deixou influenciar por uma “paixão” da adolescência, que transformou-se em namoro, noivado e… casamento. Seu esposo, desde o início, demonstrou que não era um “bom partido”, mas ela me disse que parecia estar “cega” aos sinais que Deus lhe enviava constantemente. O resultado? Uma vida inteira de infelicidade, traições (por parte dele) e declínio na fé, e agora com os filhos…

Devido ao fato de o número de mulheres ser bem superior ao de homens em nossas congregações, parece que as jovens estão mais sujeitas a enveredarem pelos caminhos tortuosos e perigosos do jugo desigual. Por isso, os líderes (pastores, anciãos, diretores de jovens, etc.) precisam atentar para uma “lacuna” que existe em alguns lugares, no sentido de que não são promovidos encontros, seminários, eventos, etc., que permitam aos jovens Adventistas conhecerem outros solteiros dentro dos nossos “arraiais”. A Internet tem ajudado para encurtar distâncias, mas, como eu disse recentemente a uma jovem que me procurou para aconselhamentos neste sentido, todo homem na Internet é rico, bonito, inteligente, romântico, respeitador, etc… Portanto, queridas jovens, cuidado! rsrs

1. O Jugo Desigual

A Bíblia contém amplos conselhos que orientam a uma boa escolha do parceiro para a vida. Em 2Co 6:14 encontra-se um excelente e clássico exemplo: “não vos prendais ao jugo desigual com os incrédulos”.

Já na época de Abraão, havia preocupação por parte dos pais religiosos sobre este assunto (Gên. 24:3). O Comentário Adventista (CBASD) diz que “a demora em fazer planos para o casamento de Isaque, provavelmente se devia ao desejo de Abraão, em evitar que seu filho tomasse por esposa uma Cananéia”. Semelhantemente, Isaque pediu a Jacó para não tomar “esposa de entre as filhas de Canaã” (Gên. 28:1) pois, “ele não as via com bons olhos” (Gên. 28:8). Posteriormente, após o êxodo, Deus proíbe Seus filhos de contraírem matrimônio com as filhas das outras nações (Deut. 7:3), porque, “não pode haver felicidade nem segurança nas alianças feitas com os que não amam nem servem a Deus. As trágicas experiências de Esaú (Gên. 26:34, 35) e Sansão (Jz 14:1) são testemunho eloquente em favor da admoestação divina de manter-se separados dos incrédulos” (CBASD).

Avançando ao Novo Testamento, observar-se-á que Paulo também coloca a impossibilidade de ligação entre o santuário de Deus e os ídolos, por isso, um acordo, casamento ou uma aliança entre crentes e incrédulos é igualmente inconcebível. Pois, “quando se trata de uma relação tão estreita como o matrimonio, o cristão que verdadeiramente ama ao Senhor, em nenhuma circunstância se unirá com um incrédulo, mesmo que tenha a nobre esperança de ganhá-lo para Cristo, o que emoutras circunstancias seria digno de elogio” (CBASD) – grifos meus.

É bom lembrar que “jugo desigual” significa uma “diferença de padrão” entre o casal, ou seja, também entre dois Adventistas ele pode ocorrer: idades muito diferentes, nível social muito diferente, escolaridade muito diferente, ideais de vida muito diferentes, etc.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

O que a igreja teria que aprender com o Carnaval?



Seria lícito tomar o desfile do Carnaval como analogia de nossa caminhada cristã? Certamente, a maioria dirá que não. Afinal de contas, o Carnaval é a festa pagã por excelência, onde, além de toda promiscuidade, entidades pagãs são homenageadas. 

Eu poderia gastar muitas linhas tecendo críticas justas a esta festa em que tantas famílias são desfeitas, e inúmeras vidas destruídas. Porém hoje, quero pegar a contramão. Por que será que os cristãos sempre enfatizam os aspectos ruins de qualquer manifestação cultural? Se vivêssemos nos tempos primitivos da igreja cristã, como reagiríamos ao fato de Paulo tomar as Olimpíadas como analogia da trajetória cristã neste mundo? Ora, os jogos olímpicos celebravam os deuses do Olimpo. Portanto, era uma festa idólatra. Os atletas competiam nus. Sem contar as orgias que se seguiam às competições. Sinceramente, não saberia dizer qual seria pior, as Olimpíadas ou o Carnaval. Porém Paulo soube enxergar alguma beleza por trás daquela manifestação cultural. A disposição dos atletas, além do seu preparo e empenho, foram destacados pelo apóstolo como virtudes a serem cultivadas pelos seguidores de Cristo.

E quanto ao Carnaval? Haveria nele alguma beleza, alguma virtude que pudesse ser destacada do meio de tanta licenciosidade? Acredito que sim. Embora jamais tenha participado, talvez por ter nascido em berço evangélico tradicional, posso enxergar alguma ordem no meio do caos carnavalesco. Destaco a criatividade dos foliões, principalmente dos carnavalescos na composição das fantasias, dos carros alegóricos, do samba-enredo. Eles buscam a perfeição. Diz-se que o desfile do ano seguinte começa a ser preparado quando termina o Carnaval. É, de fato, um trabalho árduo que demanda muito empenho.

Se houvesse por parte de muitos cristãos uma parcela da dedicação encontrada nos barracões de Escolas de Samba, faríamos um trabalho muito mais elaborado para Deus. Buscaríamos a excelência, em vez de nos contentar com tanta mediocridade.

O desfile começa com a concentração. É ali que é dado o grito de guerra da Escola, seguido pelo aquecimento dos tamborins. A concentração equivale à congregação. Nosso lugar de culto (comumente chamado de “templo” ou “igreja”) é onde nos concentramos e aquecemos nosso espírito. Porém, a obra acontece lá fora, “na avenida” do mundo. Muitos cristãos acreditam ingenuamente que a guerra se dá na concentração. Por isso, a igreja atual é tão em-si-mesmada, isto é, voltada para dentro de si. Ela passou a ser um fim em si mesmo. A avenida nos espera!

À frente vai a comissão de frente, seguida pelo carro alegórico abre-alas. Compete aos componentes dessa comissão a primeira impressão. A comissão de frente da igreja de Cristo é formada pelos que nos precederam, que abriram caminho para as novas gerações. Não podemos permitir que caiam no esquecimento. Também são os missionários, que deixam sua pátria para abrir caminho em outros rincões. Grande é sua responsabilidade, e alto é o preço que se dispõem a pagar para que o Evangelho de Cristo chegue à populações ainda não alcançadas. Paulo fazia parte da comissão de frente da igreja primitiva. Chegamos a esta conclusão quando lemos o que escreveu aos coríntios: “Para anunciar o evangelho nos lugares que estão além de vós, e não em campo de outrem” (2Co 10:16). Ele preferia pescar em alto mar, e não no aquário dos outros. 

No meio do desfile encontramos o casal de porta-bandeira. Eles exibem orgulhosamente o pavilhão da Escola. Seus gestos e passos são cuidadosamente combinados, para que a bandeira receba as honras devidas. É triste verificar o quanto a bandeira do Evangelho tem sido chacoalhada, pois os que a deveriam ostentar, são os primeiros a desonrá-la com seu mal testemunho. Os cristãos primitivos se dispunham a pagar com a própria vida para que seu testemunho de fé fosse validado e o nome de Cristo fosse honrado.

Ao término do desfile chega o momento da dispersão. É hora de partir, levando a certeza de que todos deram o melhor de si. Alguns saem machucados, com os pés sangrando, com as forças exauridas. Mas todos saem alegres, esperançosos de que sua escola seja a campeã. Todos estamos a caminho do fim do desfile. O momento da dispersão está chegando, quando deixaremos este corpo, nossa fantasia, e seremos saudados pela Eternidade. Que diremos nesta hora? Não haverá novos desfiles. Terá chegado o fim de nossa trajetória? Não! Será apenas o começo de uma nova fase existencial. Deixaremos nossas fantasias, para nos revestirmos de novas vestes celestiais. Falaremos como Paulo em sua carta de despedida a Timóteo: 

“O tempo da minha partida está próximo. Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda” (2Tm 4:6b-8).

Aproveitemos os instantes em que estamos na avenida desta vida, celebremos a verdadeira alegria, infelizmente ainda desconhecida por muitos foliões, e que não terminará em cinzas. 

Fonte: MEGAPHONE ADV

Dez por cento do meu dinheiro? Cem por cento das minhas dúvidas (sermão em áudio)


Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que dizimais a hortelã, o endro e o cominho, e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer estas coisas, e não omitir aquelas.
Mateus 23:23

Para ouvir esse sermão apenas clique em Play

O assunto do dízimo é um dos mais delicados e espinhosos na religião cristã, mas nem por isso ele deve ser negligenciado. Nessa mensagem eu exploro algumas questões a respeito desse assunto com o objetivo de que a verdade de Deus seja conhecida, reconhecida e obedecida por aqueles que creem em sua Palavra.
Graça e Paz!!!

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Orações Erradas


Orar pelos motivos errados é na verdade a causa de fazermos orações erradas.
Gostamos de pensar que o “pedis mal” de Tiago 4:3 é apenas perder por pouco o conteúdo certo em nossa oração.
Entretanto, ele significa “pedir com maldade”. É orar para satisfazer aquelas coisas que Deus explicitamente conclama os cristãos a suprimirem. Assim, não é uma oração que possa ser respondida por Deus. Uma oração feita pelo motivo errado deve ser respondida por Deus assim: “Você fez a oração errada”.
Mas em João 15:7, Jesus não prometeu que poderíamos pedir “o que quiséssemos”? E depois, no versículo dezesseis desse capítulo, Ele não disse: “a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em Meu nome, Ele vo-lo conceda”? Como, então, poderia qualquer coisa pela qual oramos ser um pedido pelos motivos errados e ser uma “oração errada”?
Bem, Jesus também nos deu inúmeras regras pelas quais viver; e Sua promessa de respostas às nossas orações não invalidou, e não poderia invalidar, todas as regras e mandamentos. Jesus é a verdade (João 14:6). Ele não pode mentir. Será que Ele poderia ensinar e exigir pureza, santidade e justiça e depois sugerir em Suas promessas de oração que podemos pedir – e receber – exatamente o contrário?
Mais uma vez, Jesus disse em João 14:14: “Se Me pedirdes alguma coisa em Meu nome, Eu o farei” (o grifo é meu) – dando-nos aparentemente um cheque em branco para pedir qualquer quantidade de qualquer coisa que escolhamos. Entretanto, nas palavras que disse antes, Ele claramente diz por que fará qualquer coisa que peçamos em Seu nome – “a fim de que o Pai seja glorificado no Filho” (João 14:13). Assim, obviamente, Jesus jamais prometeria qualquer coisa em resposta a oração que não glorificasse o Pai. E certamente essas coisas que Deus nos conclama a suprimir por serem pecado não seriam concedidas – mesmo que orássemos “em nome de Jesus”.
Não – todas as nossas orações devem conformar-se com e aderir às regras e leis de Deus conforme estabelecidas para nós na Bíblia. Elas precisam ser baseadas em diretrizes espirituais. Precisam estar confinadas à vontade de Deus conforme apresentada na Escritura. Provérbios 28:9 diz na realidade: “O que desvia os seus ouvidos de ouvir a lei [literalmente a Palavra de Deus], até a sua oração será abominável” (o grifo é meu).
Ore: “Pai querido, mostra-me as orações erradas que tenho feito. Por favor, perdoa-me por não ler a Bíblia o suficiente para descobrir as coisas certas para Ti pelas quais eu deveria orar”. – Escrito por Evelyn Christenson

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Cosméticos acumulam 2 kg de química no organismo por ano


Atenção, amantes dos cosméticos, o organismo de pessoas que costumam maquiar-se e usar produtos de beleza diariamente pode absorver cerca de 2,3 kg de produtos químicos a cada ano.

É o que diz a reportagem do site Organic Consumers. Parece bastante imaginar meio saco de arroz de químicas muitas vezes nocivas à saúde circulando nas veias, né? Alguns dos compostos presentes nos artigos têm sido associados a efeitos colaterais que vão desde à irritação da pele ao câncer. Uma das classes de produtos químicos presentes na maquiagem, como os parabenos, foi encontrada em grandes quantidades em amostras de tumores de mama. O contato dos produtos com a pele pode ser mais nocivo que a própria ingestão das substâncias, porque quando você come algo as enzimas na sua saliva e no estômago ajudam a quebrá-lo e eliminá-lo do seu corpo. Quando esses produtos entram em contato com a pele, no entanto, a absorção ocorre diretamente pela corrente sanguínea, sem qualquer tipo de filtragem, sem qualquer proteção contra as toxinas.

Esmaltes também podem ser prejudiciais à saúde e conter substâncias cancerígenas. Os esmaltes também devem ser motivo de atenção por parte das consumidoras. A associação de consumidores Proteste realizou testes que constataram que alguns dos produtos mais vendidos do país contêm ingredientes que podem provocar não apenas alergias, mas também câncer. As análises encontraram altas concentrações dessas substâncias nos produtos testados. As substâncias analisadas foram foramdibutyl phtalate (banido em cosméticos, inclusive esmaltes, em toda a Europa), nitrotoluene, toluene e furfural (compostos comprovadamente cancerígenos), com seus nomes apresentados da mesma forma que no rótulo dos esmaltes. O Dr. Paulo Henrique Lucas, especialista em saúde das unhas, explica que esses componentes também podem prejudicar a saúde das unhas e da pele, causando ressecamento e enfraquecimento.

Não se engane pensando que apenas as afeitas à maquiagem pesada estão sujeitas aos 2,5 kg de química nociva no corpo. A absorção também pode acontecer por outros produtos de higiene e beleza. Apenas mais um motivo para começar a olhar para produtos naturais, como maquiagem, loções, cremes, sabonetes e shampoos produzidos que primam pela qualidade de vida de quem os consome. [Ou mesmo dar atenção às orientações bíblicas quanto à modéstia e beleza simples.]

(Consumidor Moderno, com informações do Organic Consumers)

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Os Princípios de um Namoro Cristão

Namorar todo jovem quer, mas como fica os princípios de Deus num namoro cristão? Como devem se comportar, agir e continuar um namoro dentro das bênçãos de Deus? Princípios para um Namoro Cristão

O namoro cristão é uma preparação. Um período extremamente importante na vida de dois jovens cristãos e de muitas responsabilidades. Representa um período de transição entre dois jovens ou adultos, um homem e uma mulher, crentes no Senhor Jesus Cristo, sendo que ambos devem ter um bom nível de maturidade. Ambos mantém um bom ritmo de comunicação, sendo através deste relacionamento orientados e preparados por Deus para um futuro casamento. Namoro cristão deve sempre visar o casamento. Um namoro que não tem como alvo um futuro casamento, sequer deve ser iniciado.

Embora o desejo seja que ambos se tornem íntimos em seu relacionamento, isso não quer dizer liberdade no aspecto físico e muito menos liberdade sexual entre o casal de namorados. A relação sexual está destinada a ser desfrutada apenas entre pessoas devidamente casadas (Hebreus 13.4; Gênesis 2.24; Cantares de Salomão 4.12; 1Tessalonicenses 4.3-5; Colossenses 3.5-6; 1Coríntios 6.15-20; 1Timóteo 5.22; 2Timóteo 2.22).

Este é um período de conhecimento mútuo, conhecimento da alma, do coração, nunca do físico um do outro. O aspecto físico está destinado para depois do casamento. Portanto, exige disciplina própria, vigilância constante. É um tempo onde se obtém oportunidade de duas personalidades diferentes se harmonizarem, conhecerem um ao outro. Comunhão espiritual é fator primordial. Lembre-se que quanto mais próximo cada um estiver de Deus, mais próximo estarão um do outro. Este período também serve para confirmar a perfeita vontade de Deus para a vida de ambos.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Retornando! Feliz 2013!!!

Saudações meus queridos irmãos e amigos do Grupo Virtual Adventista. Estou aqui para pedir desculpas a todos. Sei que tenho andado ausente do blog, porém, permita-me justificar minha falta. 

Simplesmente estava sem internet desde o mês da última postagem. Já estava ficando aflito e preocupado, mas graças a Deus estou de volta. Agradeço a todos pela compreensão.

Peço que continuem orando por este blog e continuem convidando seus contatos em suas redes sociais. Nosso objetivo sempre foi e sempre será anunciar as boas novas da salvação; levar a todos as grandes verdades da Palavra de Deus e incentivá-lo a estudá-la diariamente. 

Antes de dar continuidade aos trabalhos no blog, desejo a todos um excelente 2013 com muita paz e alegria com Jesus no coração. Façamos neste ano um propósito com Deus. Precisamos fazer uma escolha e, esta escolha é aceitar Jesus como nosso Único Salvador.

Um grande abraço pra você. Que Deus te abençoe ricamente. Inscreva-se em nosso blog e ajude-nos, compartilhando nossas postagens.


segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Criação em sete dias ou milhões de anos?



Considero-me criacionista porque creio que Deus criou tudo o que existe. Mas que diferença faz se Ele criou a Terra em sete dias de 24 horas ou ao longo de milhões de anos? Em ambos os casos, Deus é o Criador.

Atualmente, muitos cristãos acham que não é necessário acreditar que a Criação ocorreu em seis dias de 24 horas há menos de 10 mil anos. Segundo eles, essa crença não faz qualquer diferença nas doutrinas bíblicas, em nossa salvação ou na vida prática. Tenho a convicção de que nossa crença sobre as origens é fundamental para as doutrinas bíblicas e nossa vida prática. E aí está incluída principalmente nossa salvação. Vejamos algumas razões para essa convicção:

1. O caráter de Deus. Em primeiro lugar, essa questão tem a ver com o caráter do Deus que adoramos. Algum tempo atrás, uma amiga me disse que pensava que “severo” e “carrancudo” são características de Deus. Eu lhe respondi: “Eu nunca adorei um Deus assim. Apesar de ser um Deus de justiça e misericórdia, Ele nunca é severo ou carrancudo.” E poderia ter acrescentado: “Ele nunca é cruel.” Que tipo de Deus teria criado a vida por meio da morte e extinções ao longo de milhões de anos? Certamente, não o Deus que percebe quando uma ave cai no chão! 

Romanos 5:12 afirma que a morte entrou no mundo por causa do pecado. A entrada do pecado no planeta Terra é descrita em Gênesis 3, quando Adão e Eva desobedeceram a Deus e sofreram a consequência: a morte. Mas, em vez de aceitar o claro ensino bíblico de que a morte é um resultado do pecado, alguns cristãos apresentam a morte como o próprio meio que Deus usou para criar! Com isso, parece que Satanás, cujo maior objetivo é distorcer o caráter de Deus, conseguiu levar pessoas a crer em dois enganos: (1) Deus cria por meio de sofrimento, violência, catástrofe e morte; e (2) a morte não é o resultado do pecado, mas o meio para que ocorra o progresso das criaturas. 

Pensemos sobre o caráter de Deus em termos de “evolução criativa”. Suponha que Deus realmente tenha criado ao longo de milhões de anos. Em que momento do processo surgiu a consciência moral? Quando a humanidade se tornou moralmente responsável? Em que ocasião na história primitiva Deus mostrou aos seres humanos que Ele é um Deus que cuida e em quem se pode confiar? Mesmo se pudéssemos estabelecer um momento na história em que Deus comunicou Seu amor a mentes que poderiam raciocinar, por que demorou tanto tempo? O caráter de Deus é severamente atacado por teorias de que Ele usou milhões de anos para criar. 

2. A salvação. Se a humanidade tem evoluído durante milhões de anos e está sempre evoluindo, por que precisamos de um Salvador? Não haveria qualquer necessidade de uma morte em nosso lugar, ensino apresentado em Gênesis 3:15, desenvolvido ao longo do Antigo Testamento e se cumprindo na morte de Cristo na cruz. Se não é o pecado que traz a morte (Rm 6:23), então não precisamos de um Salvador que remova a morte que recebemos como consequência do pecado. 

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Existe algo de errado em bater palmas nos cultos da Igreja?


Era noite de sexta feira e eu me sentei debaixo de uma grande tenda da reunião campal enquanto ouvia o programa musical que precedia o pregador da noite. Depois de mais de quarenta anos assistindo às reuniões campais da Igreja Adventista do Sétimo Dia, esta era sem dúvida mais uma experiência familiar e agradável. Era bom estar em comunhão com o povo de Deus.
Mas desta vez fiquei chocado. Assim que os primeiros músicos terminaram a sua apresentação, enquanto saíam da plataforma, o auditório aplaudiu! Novamente, em seguida ao próximo número, e ao próximo. Isto foi inédito para mim, comecei a sentir-me bastante incomodado. Por um momento questionei minha própria consciência. É o santo Sábado, não é? Isto é um culto sagrado, não é? Porquê o aplauso?

Como havia assistido a outras reuniões campais e cultos adventistas durante muitos anos, tentei racionalmente e biblicamente parar e analisar meu desconforto e esforçar-me para responder uma pergunta fundamental: há alguma coisa de errado em bater palmas nos cultos da Igreja?
Um Ambiente Secular

Depois de algum tempo de convivência com o aplauso nos meios cristãos, inevitavelmente adquire-se uma atmosfera secular. Histórica, sua jurisdição foi o teatro, a arena de esportes competitivos, os grandes eventos sociais. Sua intrusão no culto sagrado ofende as sensibilidades espirituais dos que foram criados com outra compreensão. Para eles, o aplauso durante um culto sagrado altera o foco da ligação vertical com Deus para uma linha horizontal.

As luzes neste palco focam o humano enquanto apagam o divino e o mandam para os bastidores. Seculariza-se o sagrado. É um ruído que desconcentra, como um ritmo de música rock em pleno culto de adoração.
Bater palmas ainda é outro indicador de nosso conceito variável da grandeza de Deus. Reinventamos Deus à nossa própria imagem. Falamos d’Ele considerando o que cremos que Ele é ou deveria ser. Sua soberania, onipotência e santidade foram suplantadas por algo com qualidades mais humanas. Afinal nosso novo Deus não leva tão a sério os detalhes, estávamos enganados; mas agora compreendemos isso. Assim pensamos nós.

O serviço israelita do santuário foi planejado para criar respeito pela santidade de Deus. Todo o ritual, todo o utensílio era envolvido com santidade. Quando foram incinerados dois jovens sacerdotes que chegaram intoxicados à porta do tabernáculo, Deus disse a Moisés, “Serei santificado naqueles que se cheguem a mim, e serei glorificado diante de todo o povo.” (Levíticos 10:3).

Nós adoramos o mesmo Deus. O fato de nossas igrejas estarem equipadas com sistemas eletrônicos e instrumentos musicais não faz com que a santidade de Deus diminua, pelo contrário. Temos que aumentar, não diminuir, a diferença entre o santo e o profano, o limpo e o sujo (veja Ezequiel 22:26).

Os Adventistas do Sétimo Dia entendem que, na conclusão do grande conflito, a adoração é o assunto principal. Sempre entendemos que a batalha se travaria em relação a um dia especial; agora sabemos que também incluirá a forma. Bater palmas tem parecido ser inofensivo para alguns, mas na realidade está deixando o “nariz do camelo” da influência secular entrar na igreja. Gritar, assobiar, e ritmar com o pé ainda não chegou (pensa o autor, mas estas práticas já tomaram lugar em várias reuniões adventistas, inclusive em Lisboa no Congresso Jovem), mas podem estar muito distantes? Aqueles que ousam tocar a montanha serão tentados a tocar a arca.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Áudio Livro: A Grande Esperança


O audiolivro que você está acessando é parte de uma grande campanha desenvolvida nos últimos anos em favor da esperança, com o objetivo de discutir uma visão do futuro para mudar o presente. É uma seleção de apenas 11 capítulos curtos, simples, mas provocativos. Discutem algumas das questões que mais interessam a todos nós, como: o porquê do sofrimento, a verdadeira paz, a vida após a morte e a vitória final do amor de Deus.
Reflita na mensagem deste pequeno audiolivro que apresenta uma grande proposta. Quem tem esperança, tem um grande futuro.

Fonte: ESPERANÇA

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