quarta-feira, 25 de julho de 2012

O jejum e a santificação


“Então, romperá a tua luz como a alva, a tua cura brotará sem detença, a tua justiça irá adiante de ti, e a glória do Senhor será a tua retaguarda” (Isaías 58:8).

Em sua obra Coma Pouco e Viva Muito, Jean Rialland, fala dos benefícios físicos do jejum: “A finalidade do jejum, higienicamente é, portanto, contribuir para o repouso do organismo e permitir-lhe o trabalho de purificação. Com efeito deste, o organismo é deixado a si mesmo, sem influência alimentar ou medicamentosa, e começa imediatamente uma ordem e um expurgo que se denomina de desintoxicação’’.
Segundo Ellen G. White, o jejum realmente tem um poder terapêutico: “A intemperança no comer é muitas vezes a causa da doença, e o que a natureza precisa mais é ser aliviada da indevida carga que lhe foi imposta. Em muitos casos de doença, o melhor remédio é o paciente jejuar por uma ou duas refeições, a fim de que os sobrecarregados órgãos digestivos tenham oportunidade de descansar” (Conselhos Sobre Regime Alimentar, pág. 189). Porém, além de revitalizar o organismo, o jejum pode gerar um positivo resultado espiritual: “Agora e daqui por diante até ao fim do tempo, deve o povo de Deus ser mais fervoroso, mais desperto, não confiando em sua sabedoria, mas na sabedoria de seu Líder. Devem pôr de parte dias de jejum e oração. Pode não ser requerida a completa abstinência de alimento, mas devem comer moderadamente, do alimento mais simples” (Conselhos Sobre Regime Alimentar, págs.188-189).

O jejum na Bíblia - No Antigo Testamento, o jejum só era prescrito na lei para o Dia da Expiação, mas em determinadas épocas se multiplicavam os dias de jejum por comemoração de aniversários de lutos. Temos exemplos de pessoas que jejuaram por vários motivos. Os israelitas jejuaram após a morte dos filhos de Benjamim (Juízes 20:26). Davi e seus companheiros jejuaram por causa da morte de Saul (2 Samuel 1:12). Davi também jejuou quando intercedia pelo seu filho com Bate-Seba (2 Samuel 12:21-23); e Ester jejuou antes de interceder pelos judeus perante o rei Assuero (Ester 4:16). Josafá quando estava para enfrentar os filhos de Moabe e os filhos de Amom, convocou todo o Judá para jejuar ( II Crônicas 20:5)
O Novo Testamento fala que Jesus jejuou quarentas dias. Os judeus piedosos jejuavam duas vezes por semana, na segunda e na quinta-feira. Esta prática, em si mesma, não foi aprovada ou reprovada por Jesus, mas Ele ensinou que o jejum fosse sincero e não tivesse a finalidade de aparentar maior santidade. Como motivo de orgulho espiritual, a prática foi reprovada: “Quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas; porque desfiguram o rosto com o fim de parecer aos homens que jejuam. Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa’’ (Mateus 6:16).

O jejum e a santificação - Por outro lado, o jejum praticado por Jesus, tinha três objetivos fundamentais. Primeiro, estava ligado à oração e comunhão com o Pai. Segundo, como um meio para vencer os ataques de Satanás. Terceiro, um modelo espiritual para todos nós.
“Quando Cristo Se via mais tenazmente assaltado pela tentação, não comia nada. Confiava-Se a Deus, e mediante fervorosa oração e perfeita submissão à vontade de Seu Pai, saía vencedor. Os que professam a verdade para estes últimos dias, acima de todas as outras classes de professos cristãos, devem imitar o grande Modelo na oração” (Conselhos Sobre Regime Alimentar, pág. 186).
Para os nossos dias o jejum pode nos trazer vários benefícios espirituais. Dentre esses queremos destacar três: purificação do coração, cria uma situação favorável para a meditação na Palavra de Deus e para a oração. A orientação profética para nós é seguinte: “Para certas ocasiões, o jejum e oração são recomendáveis e apropriados. Na mão de Deus são o meio de purificar o coração e promover uma disposição de espírito receptiva. Obtemos resposta às nossas orações porque humilhamos nossa alma perante Deus”(Conselhos Sobre Regime Alimentar, págs. 187-188).
Em muitas ocasiões especiais o jejum foi praticado por Jesus e foi um recurso fundamental para que Ele se saísse vitorioso em todos os confrontos com as hostes satânicas. Agora pense: se Cristo que tinha uma visão espiritual tão profunda, necessitou do jejum, imagine nós. Como você tem enfrentado as suas lutas e provações? Tem usado esta ferramenta poderosa? Se não por que? Gostaria de lhe convidar para começar um programa de jejum semanal até o fim dessa jornada, aceita o desafio? Caso não tenha costume de jejuar sem ingerir nenhum alimento, comece um jejum com sucos naturais ou com uma refeição em 24 horas conforme aprendeu no SEE II. Certamente, como Jesus e os demais crentes, você deve ter lutas, tentações e provações no seu dia a dia, então em nome de Jesus passe a jejuar e sua vida espiritual vai ser outra. Vivendo essa experiência as pessoas por quem você está orando serão mais abençoadas e você será ainda mais do que elas. Aceita o desafio? Então em oração fale para a Trindade que a partir de agora você será mais um cristão a entrar nas fileiras daqueles que jejuam.

O verdadeiro jejum – Colocando em prática essa experiência sagrada a nossa mente será mais aberta para as necessidades do próximo, ou seja aquele que padece necessidade que está mais próximo a mim, em especial familiares, visinhos e amigos. Vivendo na presença do Pai da abundância será impossível ser indiferente ás necessidades dos que sofrem. Afinal quem são as mãos e pernas do Criador e Mantenedor dos necessitados? Não porventura as minhas? O jejum no seu sentido amplo está diretamente relacionado a esse assunto, ele tem um sentido também um sentido pró-ativo, escutemos o profeta Isaías a esse respeito: “Porventura, não é este o jejum que escolhi: que soltes as ligaduras da impiedade, desfaças as ataduras da servidão, deixes livres os oprimidos e despedaces todo jugo? Porventura, não é também que repartas o teu pão com o faminto, e recolhas em casa os pobres desabrigados, e, se vires o nu, o cubras, e não te escondas do teu semelhante?” (Isaías 58:6-7).
Alice Gray, em seu livro Histórias Para o Coração, pág. 46, narra um fato que nos leva a refletirmos sobre “o verdadeiro jejum” do qual fala o profeta Isaías.
Logo depois do término da Segunda Guerra Mundial, a Europa começou a juntar os cacos que restaram. Grande parte da Inglaterra fora destruída e encontrava-se em ruínas. Talvez o lado mais triste da guerra tenha sido assistir às crianças órfãs morrendo de fome nas ruas das cidades devastadas.
Certa manhã muito fria de Londres, um soldado americano estava retornando ao acampamento. Quando ele virou a esquina, dirigindo um jipe, avistou um menino com o nariz pressionado contra o vidro de uma confeitaria. Lá dentro, o confeiteiro sovava a massa para uma fornada de rosquinha. Faminto e com os olhos arregalados, o menino observava todos os movimentos do confeiteiro. O soldado parou o jipe junto ao meio-fio, desceu, e caminhou em silêncio até o local onde o menino se encontrava. Através do vidro embaçado pela fumaça, ele viu aquelas rosquinhas quentes e de dar água na boca retiradas do forno. O menino salivou e deu um leve gemido quando o confeiteiro as colocou no balcão de vidro com todo o cuidado.
Em pé, ao lado do menino, o soldado comoveu-se diante daquele órfão desconhecido.
– Filho… você gostaria de comer algumas rosquinhas?
O menino assustou-se.
– Ah, sim… eu gostaria!
O soldado entrou na confeitaria e comprou uma dúzia de rosquinhas; colocou-as dentro de um saco de papel e dirigiu-se ao local onde o menino se encontrava, sob a neblina gelada da manhã de Londres. Ele sorriu, entregou-lhe as rosquinhas, e disse simplesmente:
– Aqui estão.
Quando o soldado se virou para se afastar, sentiu um puxão em sua farda. Ele olhou para trás e ouviu o menino perguntar baixinho:
– Moço… você é Deus?
Lógico que aquele homem não era Deus, mas ele praticou um ato divino. O mundo não será transformado por pessoas que apenas fazem longos jejuns e orações, mas quando homens e mulheres estiverem dispostos a quebrarem o jejum do faminto e atenderem as orações do próximo.
O verdadeiro jejum, pode aproximar o homem das verdades contidas na palavra de Deus, mas não pode distanciar o homem do sofrimento humano.

Miguel Pinheiro Costa é teólogo

terça-feira, 24 de julho de 2012

Participe do Grupo Virtual Adventista


Para você que está visitando o blog do Grupo Virtual Adventista e está lendo este post neste momento, gostaria de lhe dar as boas vindas e agradecer por sua visita. É muito bom ter você aqui!

Quero convidá-lo(a) a participar do Grupo Virtual Adventista, tornando-se um membro oficial. Para isto te convido a "Seguir" o nosso blog. Basta clicar no botão com a descrição: "Participar deste Site" localizado na coluna lateral direita da página. Desta forma você se tornará seguidor do nosso blog.

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Você poderá participar do nosso blog fazendo o seu comentário nos posts e ajudando-nos a divulgar o Grupo Virtual Adventista para seus contatos de e-mail, para então levarmos a esperança de Jesus a todo munde nesta geração.

Agradeço muito a você que está sempre nos visitando. Este blog é bem simples, pois ainda falta muito conhecimento da minha parte em utilizar as ferramentas necessárias para uma interface mais bonita. Além do mais ainda não tenho condições financeiras para fazer deste blog uma ferramenta profissional, mas estou orando para que, se for da vontade de Deus, Ele prepare condições para isto. 

Estou feliz com este blog e tenho certeza que muitos estão orando para crescermos cada vez mais. O objetivo do Grupo Virtual Adventista é anunciar as boas novas da salvação e conto com você nesta obra.

Que o Senhor te abençoe e te guarde e lhe dê a paz.

Vagner Martines

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Pastor é preso por realizar estudos bíblicos em sua casa


O pastor Michael Salman foi preso no último mês após realizar estudos bíblicos em sua casa, na cidade de Phoenix, no estado americano do Arizona. Seu advogado, John Whitehead do Instituto Rutherford esteve na última semana no programa “FOX & Friends” onde, ao lado da esposa de Salman, falou sobre a prisão.

Salman foi levado à cadeia depois que um tribunal de Phoenix o considerou culpado de 67 violações em relação a um prédio onde ele hospeda um grupo de estudo semanal da Bíblia. Salman foi condenado a 60 dias de prisão, três anos de liberdade vigiada e ainda foi multado em 12.180 dólares.

O advogado afirmou ao anfitrião do programa, Steve Doocy, que os direitos constitucionais de Salman estão sendo violados, e que seu cliente é vítima de perseguição religiosa.

- A chave é – a Constituição garante o direito à liberdade de religião … o direito de se reunir e conversar uns com os outros onde quer que você esteja – em público ou em sua casa – afirmou o advogado.

- Você pode pensar que isso poderia acontecer em algum lugar como o Irã, ou em alguns dos países ao redor do mundo com o mesmo regime, mas acontecendo nos Estados Unidos, na minha opinião é tão chocante, é inacreditável – completou Whitehead, comparando o caso à opressão religiosa em países islâmicos.

Suzanne Salman, esposa do pastor, também falou no programa, e expressou seu choque e total descrença com a situação.

- Isso desafia a lógica, francamente. Eu não entendo que algo tão pequeno tenha se tornado assim tão grande. As pessoas fazem isso todo o tempo nos Estados Unidos – disse ela, quando perguntada por Doocy por que ter um estudo bíblico privado em casa se tornaria um problema. O apresentador ressaltou ainda em sua pergunta sobre o estudo bíblico em casa: “As pessoas fazem isso no meu bairro o tempo todo”.

O Procurador da cidade de Phoenix, Vicki Hill, afirmou que o caso não se trata liberdade religiosa, mas sim às regras de zoneamento da cidade.

– Isto é parte da permissão de zoneamento e adequação. Quando você está promovendo uma reunião de pessoas como ele faz continuamente, temos preocupações sobre as pessoas serem capazes de sair da instalação corretamente, caso haja um incêndio, e levamos em conta tudo isso – justificou Hill.

Michael Salman, é pastor ordenado da Igreja de Deus em Cristo (Church of God in Christ), e argumenta ter direito constitucional de cultuar em sua propriedade privada. No entanto, a cidade de Phoenix insistiu que a questão é sobre violações de zoneamento e código, não à liberdade religiosa.

De acordo com o The Christian Post, no centro da disputa de Salman com a cidade está uma construção de 2.000 metros quadrados em seu quintal, na qual ele realizou reuniões de estudo da Bíblia com cerca de 30 ou 40 pessoas que se reuniam semanalmente. O edifício tem um púlpito e cadeiras.

A promotoria afirma que Salman recebeu uma licença de construção para converter uma garagem para uma “sala de jogos,” e não em uma igreja.

- Você pode fazer todos os tipos de reuniões em uma base regular, mas por algum motivo, se eles te chamam de uma igreja, você está ilegal. E mais uma vez, é o que os regimes fazem – frisou o advogado.(Gospel+)

Fonte: NOTICIÁRIO EVANGÉLICO

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Richard Dawkins Fica Sem Palavras

Veja como Richard Dawkins, o mais conhecido "pai dos ateus", fica sem palavras às perguntas de um cristão.


quinta-feira, 5 de julho de 2012

Como preparar-se para o encontro com o Senhor


Vi que não devemos retardar a vinda do Senhor. Disse o anjo: “Preparem-se, preparem-se para o que há de vir sobre a Terra. Correspondam suas obras à fé que vocês professam.” Vi que a mente deve estar firme em Deus, e que nossa influência deve testemunhar de Deus e Sua verdade. Não podemos honrar o Senhor quando somos descuidosos e indiferentes. Não O podemos glorificar quando estamos desalentados. Cumpre-nos ser sinceros para assegurar a salvação do próprio ser, e para salvar a outros. Devemos dar a isto toda a importância, e tudo mais deve vir em segundo lugar.
Vi a beleza do Céu. Ouvi os anjos cantarem seus cânticos arrebatadores, rendendo louvor, honra e glória a Jesus. Pude então avaliar alguma coisa do assombroso amor do Filho de Deus. Ele abandonou toda a glória, toda a honra que tinha no Céu, e tão interessado estava em nossa salvação, que suportou paciente e mansamente toda a indignidade e desprezo que o homem sobre Ele pôde amontoar. Foi ferido, machucado, moído; foi estendido na cruz do Calvário, e sofreu a mais angustiosa das mortes, para que da morte nos salvasse; para que fôssemos lavados em Seu sangue, e ressuscitados para viver com Ele nas mansões que está preparando para nós, e pudéssemos desfrutar a luz e a glória do Céu, ouvir os anjos cantarem, e com eles cantarmos também.
Vi que todo o Céu está interessado em nossa salvação; e seremos nós indiferentes? Seremos descuidosos, como se fosse coisa de pouca importância estarmos salvos ou perdidos? Menosprezaremos o sacrifício feito por nós? Alguns assim têm feito. Têm brincado com a misericórdia que lhes é oferecida, e o desagrado de Deus está sobre eles. O Espírito de Deus não será para sempre ofendido. Retirar-Se-á, caso seja ofendido por um pouco mais de tempo. Depois de ter sido feito tudo quanto Deus podia fazer para salvar os homens, caso eles mostrem por sua vida que menosprezam a oferecida misericórdia de Jesus, a morte será o quinhão deles e elevado o preço a ser pago. Será uma terrível morte; pois terão de sofrer a angústia sentida por Cristo, na cruz, a fim de adquirir para eles a redenção que recusaram. E compreenderão aí o que perderam — a vida eterna, a herança imortal. O grande sacrifício feito para salvar vidas humanas, mostra-nos o valor delas. Uma vez perdida a preciosa vida, está perdida para sempre.
Vi um anjo com balanças na mão, pesando os pensamentos e interesses do povo de Deus, especialmente dos jovens. Num prato estavam os pensamentos e interesses que tendiam para o Céu; no outro achavam-se os que se inclinavam para a Terra. E nessa balança era lançada toda leitura de romances, pensamentos acerca do vestuário e exibição, vaidade, orgulho, etc. Oh! que momento solene! Os anjos de Deus em pé com balanças, pesando os pensamentos de Seus professos filhos — aqueles que pretendem estar mortos para o mundo e vivos para Deus! O prato cheio dos pensamentos da Terra, vaidade e orgulho, desceu rapidamente, e não obstante peso após peso rolou do prato. O que continha os pensamentos e interesses que se voltavam para o Céu subiu ligeiro enquanto o outro descia e, oh! quão leve estava ele! Posso relatar isso pelo que vi, mas nunca poderei dar a impressão solene e vívida gravada em minha mente, ao ver o anjo com a balança pesando os pensamentos e interesse do povo de Deus. Disse o anjo: “Podem esses entrar no Céu? Não, não, nunca. Diga-lhes que a esperança que agora possuem é vã, e a menos que se arrependam depressa e obtenham a salvação, hão de perecer.”
Uma forma de piedade não salvará ninguém. Todos devem possuir profunda e viva experiência. Unicamente isso os salvará no tempo de angústia. Então será provada de que espécie é sua obra; e se ela for ouro, prata e pedras preciosas, eles serão ocultos no Seu pavilhão. Mas, se sua obra for madeira, feno ou palha, coisa alguma os poderá proteger do furor da ira de Jeová. [...]
Vi que muitos se comparam entre eles mesmos, e comparam sua vida com a de outros. Não deve ser assim. Ninguém, senão Cristo, nos é dado como exemplo. Ele é nosso verdadeiro modelo, e todos devem esforçar-se por imitá-Lo. Ou somos coobreiros de Cristo, ou coobreiros do inimigo. Ou ajuntamos com Cristo, ou espalhamos. Ou somos cristãos decididos, de todo o coração, ou nada somos. Diz Cristo: “Tomara que foras frio ou quente! Assim, porque és morno e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da Minha boca”. Apocalipse 3:15, 16.
Vi que muitos mal sabem ainda o que seja abnegação ou sacrifício, ou o que seja sofrer por amor da verdade. Mas ninguém entrará no Céu sem fazer algum sacrifício. Cumpre cultivar o espírito de abnegação e sacrifício. Alguns não se sacrificaram a si mesmos, a seu corpo, sobre o altar de Deus. Condescendem com o temperamento caprichoso, impulsivo, satisfazem os próprios apetites e cuidam dos próprios interesses egoístas, sem consideração para com a causa de Deus. Os que estiverem dispostos a fazer qualquer sacrifício pela vida eterna, tê-la-ão; e vale a pena que soframos por sua causa, que por ela crucifiquemos o próprio eu, e sacrifiquemos todo ídolo. O excelente peso eterno de glória absorve tudo, e eclipsa todo prazer terreno. — Testimonies for the Church 1:123-126.
Ellen G. White, Conselhos para a Igreja, Capítulo 3.
Fonte: SÉTIMO DIA

terça-feira, 26 de junho de 2012

O Grande Desapontamento e Seus motivos!

Estive a refletir sobre o que os cristãos que creram nas palavras de Guilherme Miller sofreram por ocasião do grande desapontamento em 1844.

Afinal, por que Deus lhes permitiu tão grande decepção?

Foi ao criar um paralelo entre a decepção dos discípulos quanto à morte de Jesus e o grande desapontamento de 1844 que encontrei a resposta.

Tanto os apóstolos, quanto os mileritas já possuíam evidências bíblicas sobre o que realmente aconteceria em torno de Jesus em seu tempo. Mas não entenderam, por mais claros que fossem os escritos/palavras do Senhor a respeito.

Se os mileritas houvessem entendido a mensagem sobre o que realmente aconteceria em 1844 (Jesus passando do lugar Santo para o Santíssimo – no Santuário Celeste) desde o início, muitos não iriam crer, pois não houve promessa de sinal algum quanto a este evento! Não haveria desapontamento, pois nada esperavam ver. O mundo não seria abalado pela mensagem do advento como o foi em sua época.

Eles unicamente esperavam sinais pois entendiam que Jesus voltaria em outubro daquele ano, e assim o mundo inteiro veria a Deus e seus anjos, e os justos seriam levados para o céu.
“Isso eu lhes disse agora, antes que aconteça, para que, quando acontecer, vocês creiam.” João 14:29

As palavras de Jesus acima descritas, são como o pensamento chave de tudo o que aconteceu no desapontamento.

À sua semelhança, os discípulos de Jesus haviam ouvido de Seu Mestre tudo o que aconteceria. Entretanto, não entenderam. Esperavam que o Cristo se tornasse Rei sobre toda a terra, trazendo grande vitória ao povo de Israel.

Ora, sabemos o que aconteceu: o Messias morreu, trazendo grande desapontamento sobre os discípulos. Não só Jesus morreu, mas a esperança e a fé de muitos.

Poucos dias após Sua morte, Jesus ressuscita. Tal qual a fé de alguns dos mileritas é ressuscitada, dias após. O Senhor então abre o entendimento de seus seguidores quanto ao que realmente havia acontecido e desta vez realmente compreendem, assim como se tornam, como nunca antes, aptos a entender os acontecimentos futuros. Fundaram então a Igreja Verdadeira, baseada em todos os princípios bíblicos que por Jesus já haviam sido ensinados, mas não haviam compreendido. Tal Igreja leva o evangelho a todo o mundo conhecido da época.

Assim sucedeu aos mileritas. Pouco espaço de tempo após o desapontamento, devido ao seu sofrimento por nada do que esperavam ter acontecido, buscaram respostas. Sua fé renasceu. Seu entendimento foi aberto para compreender o que realmente havia sucedido.

A partir de então, se tornaram capazes de descobrir novas verdades sobre o que havia de acontecer e assim foram fundadores da Igreja Verdadeira, a qual deve, então, levar o evangelho verdadeiro a todo o mundo.

Apesar de ter sido enorme o desapontamento dos cristãos em 22 de outubro de 1844, assim como na morte de Jesus na Cruz, tais sofrimentos foram por Deus usados para despertar homens e mulheres para maior conhecimento e poder da palavra de Deus e Suas promessas e assim formarem a Igreja de Cristo nesta terra, habilitando-os mediante os fatos acontecidos, a espalharem pelo mundo o evangelho verdadeiro, recém-descoberto, entretanto há muito revelado.

Era importante que houvesse o desapontamento, pois de outro modo jamais creriam no real evento de 1844. Evento este que por Deus foi usado, dentre outros importantes motivos, para alertar aos habitantes desta terra que o Senhor não tarda.

Afinal, após cerca de 6 mil anos de pecado, morte, dor e sofrimento, o que são mais alguns "duzentos" anos? Sim, meu caro, a volta de Jesus é próxima!
“Quando começarem a acontecer estas coisas, levantem-se e ergam a cabeça, porque estará próxima a redenção de vocês". Lucas 21:28

EJ, Mensageiro da Verdade.

Fonte: SELO FINAL

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Como Controlar Suas Contas

Não é difícil detectar o desequilíbrio orçamentário ao analisar seu comportamento familiar de consumo. Se você tem o hábito de gastar enquanto o saldo no banco permite, a constatação é imediata: o uso do dinheiro em sua família está sendo feito de forma errada, pois negligencia a necessidade de reservas no futuro. Se, por outro lado, você procura manter algum tipo de disciplina com os gastos ao controlar suas dívidas, mas não controla o suficiente para viabilizar sobras regulares, a situação é ainda pior. Você apenas tem mais trabalho para conduzir a vida de maneira descuidada. O controle, por si só, neste caso, pode ser uma perda de tempo.

Organizar o orçamento é o primeiro passo para evitar dívidas e manter a saúde de seu bolso, além de ajudar a determinar onde você vai gastar o seu dinheiro. Se você não faz orçamento, não sabe onde gastar e onde cortar despesas para manter uma vida financeira saudável, caso seja necessário.

Para manter esse controle, lance mão da ferramenta que achar mais fácil para você, desde uma planilha de finanças no computador a uma simples folha de papel. Em um de nossos programas anteriores já lhe ensinamos como elaborar um orçamento doméstico simples. Acesse nosso blog e reveja o programa intitulado “Orçamento Familiar” para aprender mais sobre o assunto. Mas vale recordar que fazer um orçamento é tão somente levantar a receita liquida da família, como salário depositado na conta bancária, uma receita patrimonial como um aluguel, uma pensão, aposentadoria, etc. Se você é um autônomo, considere a média mensal de sua receita descontando as despesas com sua atividade. Depois relacione tudo que você gasta normalmente, agrupado em itens similares, como várias despesas que você tem com o seu carro como despesas com veículo e assim sucessivamente.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Rafaela Pinho fala sobre seu testemunho pessoal na faculdade



Vejam como nosso testemunho pode influenciar as pessoas que estão ao nosso redor.


Estamos na era dos grandes terremotos?

Uma série de terremotos devastadores atingiram todo o mundo nos últimos anos – desde o Japão, passando pelo Chile e pelo Haiti – provocando receio de que nosso planeta possa enfrentar tremores ainda mais catastróficos no futuro próximo. Três equipes de pesquisa já vasculharam o histórico global de 110 anos de registros sísmicos para tentar descobrir se há uma espécie de tendência de terremotos devastadores. Alguns dizem que sim, outros discordam. Uma dupla de pesquisadores encontrou o que eles chamaram de “megaterremotos”, abalos de magnitude igual ou superior a 9 pontos na Escala Richter. Um grupo de três desses tremores devastadores ocorreu entre 1952 e 1964, incluindo o terremoto de magnitude 9,5 no Chile, em 1960, o maior terremoto já registrado na Terra.

Outro conjunto de fenômenos, ainda maior, aconteceu entre 1950 a 1965 e envolveu terremotos de magnitude igual ou superior a 8,6, contam Charles Bufe e David Perkins, sismólogos do Centro de Pesquisa Geológica dos EUA, em Golden, Colorado. Eles especulam que o terremoto de força 8,4 no Peru, em 2001, pode ter marcado o início de uma nova sequência de grandes terremotos globais que estamos experimentando atualmente.

“Isso não significa o Juízo Final”, tranquiliza Bufe. “Não acredito que grandes terremotos vão ocorrer durante um longo período de tempo. Nós só estamos dizendo que parece haver um agrupamento neste momento, com uma probabilidade maior do que o normal de acontecerem terremotos de grandes proporções”, explica. “Não dá para precisar quanto tempo pode durar esse agrupamento. Se não houver outro grande terremoto em anos, talvez nos próximos 10 ou 12, eu diria que provavelmente estaremos fora do agrupamento”, acredita. [Prefiro não acreditar no que acredita Bufe.]

Bufe sugere que, através do envio de ondas sísmicas que viajam ao redor da superfície do planeta, terremotos muito fortes podem enfraquecer ainda mais as zonas de falhas que já estão muito debilitadas. “Há uma chance de cerca de 50% de vermos outro abalo de magnitude 9 dentro das próximas décadas”, prevê. [...]

O sismólogo Richard Aster e seus colegas, do Instituto de Mineração e Tecnologia, no Novo México, Estados Unidos, observaram o histórico de terremotos juntamente com outros achados recentes para criar um registo de longa duração do tamanho cumulativo de terremotos em todo o mundo. Eles sugerem que houve relativamente baixos índices de grandes terremotos durante os períodos entre 1907 e 1950 e de 1967 até 2004. Por outro lado, eles encontraram uma taxa alta de megaterremotos durante o período de 1950 a 1967 e parece haver outra ascensão a partir de 2004, desde o terremoto devastador de magnitude 9,2 que atingiu a Indonésia e gerou um enorme tsunami no final daquele ano. [...]

(Hypescience)

Nota Michelson Borges: Os especialistas tentam tranquilizar as pessoas (e não poderíamos esperar algo diferente deles), mas, se estão pesquisando e notando algo diferente no padrão de terremotos, é porque há algo com que se preocupar. É interessante, também, notar que o aumento de frequência e intensidade se deu em anos recentes, a partir da década de 1960. 
 

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Qual é a posição da Igreja Adventista sobre a comercialização de jóias?

A posição adventista sobre a comercialização de jóias se fundamenta em dois princípios básicos: o primeiro é o compromisso adventista com a recomendação bíblica de abstenção do uso de jóias. O Manual da Igreja Adventista do Sétimo Dia (revisado em 2005), pág. 177, declara que “nas Escrituras é ensinado com clareza que o uso de jóias é contrário à vontade divina. ‘Não com cabeleira frisada e com ouro, ou pérolas, ou vestuário dispendioso’, é a admoestação do apóstolo Paulo (I Tim. 2:9). O uso de ornamentos de jóias é um esforço para atrair a atenção, em desacordo com o esquecimento de si mesmo que o cristão deve manifestar”. 

Angel M. Rodríguez, diretor do Instituto de Pesquisas Bíblicas da Associação Geral, trata com muita propriedade do assunto em seu livro O Uso de Jóias na Bíblia (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2002).

Richard M. Davidson, diretor do Departamento de Antigo Testamento da Universidade Andrews, reconhece que houve ocasiões na história bíblica em que o povo de Deus acabou sucumbindo ao uso de jóias. Mas, em períodos de especial consagração, Deus pediu que Seu povo se desfizesse de suas jóias e adornos como um símbolo exterior de dedicação interior da vida a Ele. Foi assim, por exemplo, na dedicação de Jacó e sua família em Betel (Gên. 35:1-4); na reconsagração dos israelitas após a idolátrica adoração do bezerro de ouro, no deserto do Sinai (Êxo. 33:5 e 6); e também na recomendação às mulheres cristãs no período do Novo Testamento (I Tim. 2:9 e 10; I Ped. 3:3-5). Já no livro do Apocalipse aparece um marcante contraste entre a grande meretriz “vestida de púrpura e de escarlata, adornada de ouro, de pedras preciosas e de pérolas” (Apoc. 17:4; cf. 2 Reis 9:30), de um lado, e a mulher pura “vestida do sol” (Apoc. 12:1) e a grande multidão dos glorificados “vestidos de vestiduras brancas, com palmas nas mãos” (Apoc. 7:9), do outro. Conseqüentemente, os adventistas entendem ser seu dever abster-se das jóias.

Um segundo princípio básico que fundamenta a posição adventista sobre a comercialização de jóias é que não devemos produzir e/ou comercializar aquilo que não usamos por estar em desacordo com os ensinos bíblicos. Por exemplo, jamais deveríamos produzir e/ou vender drogas e bebidas alcoólicas que nós mesmos não devemos consumir. Da mesma forma, não devemos fabricar ou comercializar jóias e ornamentos dos quais somos aconselhados a nos abster. É certo que Ellen White aconselha que “aqueles que têm braceletes e usam ouro e adornos, fariam melhor se tirassem esses ídolos de sua pessoa e os vendessem, mesmo que fosse por muito menos do que deram por eles” (citado em O Uso de Jóias na Bíblia, pág. 150). Mas esse conselho é que a pessoa se desfaça de suas jóias, sem nenhuma conotação de comercialização de jóias.

Existem, porém, aqueles que argumentam que essa é uma questão meramente cultural, e a única forma de subsistência disponível para eles. Mas o argumento cultural é desfeito, em grande parte, pelo simples fato de a abstinência de jóias ser enfatizada tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, bem como no Espírito de Profecia (ver “Declarações de E. G. White Sobre Jóias e Adorno Pessoal”, em O Uso de Jóias na Bíblia, págs. 148-154). Como esses escritos foram produzidos em diferentes contextos culturais, mas são unânimes em recomendar a abstinência do uso de jóias, entendemos que tal abstinência é um princípio universal que transcende às diferentes culturas.

Por sua vez, a alegação de que a comercialização de jóias é a única forma de subsistência para algumas famílias acaba refletindo a teoria existencialista de que “os fins justificam os meios”. Como adventistas do sétimo dia, devemos reconhecer que nem todas as atividades comerciais são condizentes com a fé que professamos. O exercício da religião exige, por vezes, renúncia e sacrifício. Portanto, recomendamos que, como cristãos adventistas, não produzamos nem comercializemos tudo aquilo que também não devemos consumir ou usar, incluindo a questão de jóias.

Texto de autoria do Dr. Alberto Timm publicado na Revista do Ancião (abril – junho de 2007).

Fonte: SÉTIMO DIA

quarta-feira, 16 de maio de 2012

É possível viver uma vida santa?


1 – Viver em santidade significa separar-se do mundo. Isso não quer dizer que você terá de fugir para as montanhas, isolar-se e nunca mais falar com incrédulos. Significa que terá de separar seu coração do sistema de valores do mundo e valorizar as coisas que Deus considera mais importantes.

2 – Viver em santidade significa purificar-se. Purificar-se não é vestir uma túnica branca e cobrir tudo o que não é santo em sua vida. Antes, é pedir para o Deus santo purificar seu coração.

3 – Viver em santidade significa viver no Espírito, e não na carne. Nossos pensamentos carnais podem desqualificar-nos tanto quanto nossas ações. Ore para Deus ajudar você a viver no Espírito, não na carne.

4 – Viver em santidade significa afastar-se da imoralidade sexual. A maior mentira na qual nossa sociedade acredita é imaginar que o pecado sexual é aceitável. Peça para Deus manter você sexualmente puro na mente e no corpo.

5 – Viver em santidade significa ser santificado por Jesus. Uma vez que aceitamos a Jesus, não podemos manter nosso antigo estilo de vida pecaminoso. Agora que Cristo vive em nós e o Espírito Santo nos guia e nos transforma, não temos mais desculpas para andar segundo nossos velhos hábitos.

6 – Viver em santidade significa andar perto de Deus. Só conseguimos ver o Senhor com clareza quando nos esforçamos para caminhar perto dEle em pureza e paz. “Esforcem-se para viver em paz com todos e para serem santos; sem santidade ninguém verá o Senhor” (Hebreus 12:14).

7 – Viver em santidade significa deixar Deus nos guardar. Santidade é a vontade de Deus para nossa vida, algo que Ele planejou para nós desde o princípio. E Ele é capaz de nos manter santos. Quando nosso coração deseja viver em pureza e fazer aquilo que é certo, Deus nos guarda de cair em pecado. 1 – Viver em santidade significa separar-se do mundo.Isso não quer dizer que você terá de fugir para as montanhas, isolar-se e nunca mais falar com incrédulos. Significa que terá de separar seu coração do sistema de valores do mundo e valorizar as coisas que Deus considera mais importantes.

Stome Omartina é escritora

Originalmente publicado em http://novotempo.com/amiltonmenezes/2012/03/28/e-possivel-viver-uma-vida-santa/

terça-feira, 15 de maio de 2012

Pai volta de missão militar e vê filho com paralisia cerebral andar pela primeira vez

 

Histórias de militares que voltam para casa depois de meses são geralmente comoventes. Mas essa nova história tem um quê especial. Quando o homem do vídeo abaixo partiu em serviço militar, seu filho de 6 anos não podia andar sozinho, pois sofre de paralisia cerebral. De acordo com a mãe da criança, Melissa, na descrição do vídeo no YouTube, os médicos sempre disseram que o menino nunca seria capaz de se locomover. Mas, enquanto o pai estava fora, Michael aprendeu a andar. A novidade, porém, foi mantida em segredo até que o militar voltasse. Imagine agora – ou melhor, assista – a emoção do homem ao ver o filho andar pela primeira vez. O vídeo foi publicado há menos de uma semana e já foi visto quase 1,5 milhão de vezes.




Nota: Como é gratificante ver testemunhos como este, onde o Deus do Impossível opera milagres na vida daqueles O servem. Muitas vezes pensamos em desistir de situações, que para nós, seria impossível, porém, o Senhor está sempre ao nosso lado para nos amar incondicionalmente. Agradeça sempre; ore sem cessar!


quinta-feira, 3 de maio de 2012

É Para Comer de Tudo do Açougue?

Por que Paulo escreveu aos coríntios: “Comei de tudo quanto se vende no açougue, sem perguntar nada, por causa da consciência”? (I Coríntios 10:25).

“O VERSICULO 28 e bem assim todo o contexto, desde o verso 14 e também todo o capítulo 8, esclarecem que o assunto trata exclusiva mente de carnes oferecidas aos ídolos. Não se fala aqui das espécies de carnes, mas sim das que haviam sido oferecidas aos ídolos antes de irem para o açougue. Todavia, nem sempre a carne era previamente sacrificada. Isso, o presente texto nos dá a entender com bastante clareza, pois diz Paulo: ‘Sem nada perguntardes por escrúpulos de consciência’ (Versão do P. Rohden).

Se toda carne fosse sempre oferecida aos deuses antes de ir para o mercado, ninguém precisava ter dúvidas; mas como o não era, e mesmo porque não havia importância em saber, o crente não tinha necessidade de perguntar coisa alguma.

Paulo não diz aqui que não deviam perguntas para saber de que espécie era a carne, se deste ou daquele animal, porque isto, naturalmente, não estava em questão. [Eles] Não tinham razão para perguntar, a não ser que fossem advertidos por alguém.

“Demais, não precisavam manter esses escrúpulos, porque, ‘quanto ao comer das coisas sacrificadas aos ídolos’, disse Paulo, ‘sabemos que o ídolo nada é no mundo, e que não há outro Deus, senão um só’, Cap. 8:4.

Ninguém precisava preocupar-se com isto porque os ídolos, nada sendo senão matéria inanimada, também não podiam influir na carne. E além disto, antes de comê-la, se pedia sobre ela a bênção de Deus. Verso 30; 1 Tim. 4:5.

Mas, se alguém tinha dúvidas, a advertência era: ‘Aquele que tem dúvidas, se come está condenado’(Rom. 14:23). Também, se alguém advertia ao crente, dizendo-lhe que aquela carne havia sido sacrificada aos ídolos, então ele, por amor à consciência daquele que o advertia, não devia comer.

“Compreende-se claramente que Paulo, em todos esses versículos, põe em relevo o mal de comer para escândalo dos fracos. E sobre isto, diz: ‘Pecando assim contra os irmãos, e ferindo a sua fraca consciência, pecais contra Cristo’. ‘Portanto, quer comais, quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus’ (I Cor. 8:12; 10:31).

“Não que houvesse mal em usar das carnes sacrificadas aos ídolos, quer adquirindo-as nos açougues, quer comendo-as na casa de algum gentio, porque os ídolos nada são; o que se condenava era o errôneo procedimento de alguns crentes, que ainda costumavam ir aos templos pagãos e ali banquetear-se, em suas mesas, com os sacrifícios feitos em honra aos deuses.” — Pontos Difíceis de Entender, pp. 13 e 14.

- Extraído do livro “Consultoria Doutrinária”.

Fonte: SÉTIMO DIA
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